UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
LICENCIATURA EM TEATRO – EaD
MÓDULO: (16) História da Arte-Educação 2
PROFESSOR FORMADOR: Josué de Jesus da Luz
TUTORA-PRESENCIAL: Mônica Hingrid Santos
TUTORA À DISTÂNCIA: Maria Cilene Rodrigues
RELATÓRIO:
20º CONFAEB - CONFAEBIDADES GOIANIENSES / 2010
Professora-estudante: Maria Dalva dos Santos
Bacabal / São Luís – MA - 2010
Bacabal / São Luís – MA - 2010
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
RELATÓRIO: 20º CONFAEB – CONFAEBIDADES GOIANIENSES / 2010
INÍCIO DA VIAGEM
PARADA NA CIDADE DE IMPERATRIZ
CHEGADA A GOIÂNIA
PRIMEIRO DIA DE CONFAEB – 24 / 11/ 2010 – QUARTA-FEIRA
ESPETÁCULO NO TEATRO MADRE ESPERANÇA GARRIDO
SEGUNDO DIA – 25 / 11 / 2010- QUINTA-FEIRA
TERCEIRO DIA – 26 / 11 / 2010 – SEXTA-FEIRA
-PROFESSORA MOEMA:
-PROFº DRº ARÃO PARANAGUÁ DE SANTANA:
-ANA MAE BARBOSA:
PASSEIO POR GOIÂNIA
A VOLTA PARA CASA
MINHAS PERSPECTIVAS PARA O PRÓXIMO CONFAEB
CONCLUSÃO
INTRODUÇÃO
Esse relatório foi escrito em função da disciplina História da Arte-Educação II – Módulo 16 do curso Licenciatura em Teatro na modalidade a distância, a pedido do professor Josué de Jesus da Luz como ferramenta de avaliação.
O QUE É CONFAEB? O ConFAEB é o congresso anual, nacional da Federação de Arte-Educadores do Brasil, e é o evento mais importante da área, para os arte-educadores brasileiros e aqui faço o relato de todo a minha trajetória de viagem, acontecimentos que tiveram ao meu alcance e participação no 20º. Congresso da Federação dos Arte Educadores do Brasil (CONFAEB) que aconteceu em Goiânia conjuntamente com o VII Seminário do Ensino de Arte de Goiás promovido pelo Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte.
Se o leitor atentar bem para as entrelinhas, notará de que na nossa educação há muito que se fazer para melhorá-la partindo da formação de docentes desde o relacionamento interpessoal à capacitação em metodologias e didáticas de ensino que possam transmitir exemplos de ética profissional, respeito, companheirismo, humildade e compreensão.
Os questionamentos, anseios, relatos de experiências e frustrações aqui apresentados desperta o leitor para maior atenção e investigações direcionadas a realidade educativa nas escolas, principalmente da arte-educação no Brasil. Em muitas escolas a realidade é assustadora e nessa realidade sem dúvida nenhuma se insere o questionamento gerado por Charles na palestra da mesa 5 - sala 1 do segundo piso no dia 25 / 11, quando fala das dificuldades do aluno fazer a leitura de imagens para responder uma questão do ENEM e por isso acaba ficando reprovado. Será que os professores desse aluno que o acompanharam até o Ensino Médio tiveram a preocupação de motivar a leitura de imagens?
O CONFAEB nos leva a repensar nossas práticas educativas através das artes, tenta de alguma forma encontrar soluções para os problemas da falta de formadores e professores capacitados para a disciplina Arte e manter as práticas que realmente dão resultados positivos e com maior abrangência. Nos motiva ao mesmo tempo em que nos desperta para o acerto das nossas falhas com as experiências dos outros que deram certo.
Neste relatório quero fazer entender pela minha experiência de participar pela primeira vez de um CONFAEB que esse é um evento onde acontece também a socialização de experiências educativas dos mais variados “cantos” da América Latina nos abrindo a visão para as realidades “professorais” existentes que de certa forma nos mostra caminhos para onde seguir e luz para mostrar onde estamos.
RELATÓRIO: 20º CONFAEB- CONFAEBIDADES GOIANIENSES / 2010
Nos dias 24 a 27 de novembro de 2010 aconteceu o 20º CONFAEB - Congresso Nacional da Federação dos Arte-Educadores do Brasil e VII Seminário do Ensino de Arte do Estado de Goiás: Desafios e possibilidades Contemporâneas, o local do evento foi o Centro de Culturas e Eventos Profº Ricardo Freua Bufáiçal em Goiânia. O certificado foi o mesmo para os dois eventos, as inscrições foram realizadas diretamente no site do evento:
INÍCIO DA VIAGEM
Saí de Bacabal no dia 21 de novembro às 4 horas da manhã do dia 21 de novembro rumo a São Luís, exatamente para a casa da minha colega de curso Marinalva, lá eu dormi junto as quatro colegas do polo de Pinheiro para não me atrasar para a longa viagem.
Conforme o aviso deixado pela secretária deste curso Licenciatura em Teatro, Elen Cristina, nós os professores estudantes do curso Licenciatura em Teatro e Licenciatura em Artes Visuais na modalidade a distância, do polo de São Luís e do polo de Pinheiro partiríamos para Goiânia com o apoio total da UFMA – Universidade Federal do Maranhão, às 8 h da manhã do dia 22 de novembro de 2010, mas a nossa partida foi acometida por um atraso de 2 horas por conta de um mal entendido sobre a data, houve um engano por parte dos responsáveis da empresa, que achava ser a nossa viagem no dia 23 mesmo havendo recebido o ofício com antecedência indicando a data acertada (22/11/2010), foi um constrangimento, mas graças a professora Isabel que persistentemente tentou contatos com a empresa para desfazer o equívoco, foi nos enviado outro ônibus mais confortável, climatizado e de andar e após os votos presentes de boa viagem do nosso Professor Arão, professora Isabel, que partiriam de avião logo em seguida e da nossa professora e Coordenadora Michele Cabral partimos pouco mais de 10 horas de onde aguardávamos o transporte, de frente da Biblioteca Central da UFMA, conforme mostram as imagens:
Tive a companhia das colegas de curso: Marinalva, Vanderlúcia, Daniele, Mara, Mirian e Vera, também da secretária Elen que iria coordenar a viagem e da tutora de Artes visuais Vanda, e do polo de Pinheiro tive a companhia de Dalriene, Betânia, Raimunda, Luzia e mais uma tutora. Também nos acompanhou na viagem uma moça que conforme a dona no ônibus seria filha de um amigo policial, não fiquei sabendo o nome da moça de estatura baixa, cor branca e cabelos preto, viajou o tempo todo no andar de baixo e não quis ter entrosamento com nenhuma de nós estudantes e coordenação.
Como a quantidade de pessoas não lotou o ônibus, cada passageiro poderia ficar com duas poltronas já que assim ficaria mais confortável para a dormida.
PARADA NA CIDADE DE IMPERATRIZ
Paramos pouco mais de meia noite na UFMA da cidade de Imperatriz para termos a companhia também dos professores-estudantes de Artes Visuais: Morais, Valdiney e mais uma colega.
Foi durante essa parada que todos tomamos banho, para em seguida, meia hora depois seguirmos viagem.
Fora o incômodo causado por algumas colegas de viagem que preferiam estar nas poltronas da frente para bater papo, nas que escolhi, a viagem foi tranquila com paradas apenas para cafés, almoços e jantares em pontos estratégicos.
Parada para o café da manhã em Guaraí – Tocantins, muito depois da cidade de Imperatriz
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Durante toda a viagem as colegas Daniele e Vanderlúcia fizeram questão de fazer companhia aos motoristas que conforme afirmam, foi para despertá-los do sono, por causa das quase 20 noites seguidas de viagens sem tempo necessário para dormirem antes de levar-nos ao nosso destino.
CHEGADA A GOIÂNIA
Depois de muito procurar pelo SINT – IFES (ALOJAMENTO), onde ficaríamos alojados durante o CONFAEB, um alojamento com preço bem acessível a todos, encontrado pela nossa colega Patrícia, conforme mostra o aviso no nosso Café Teatro:
Atenção galera que vai para o 20º CONFAEB, já fiz a reserva da hospedagem.
Informações importantes:
Local: Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás
Preço da diária: R$ 8,00 (sem café da manhã e sem refeições) Quarto coletivo. Reservei para 9 pessoas. Pagar na hora da entrada. Levar roupa de cama.
Distante da UFG - 4 minutos de ônibus
Endereço: CLUBE SINT IFES-GO - ALOJAMENTO
Endereço: Rua 01, Qd. Área, Lt. 24, Chácara Califórnia.
Endereço: Rua 01, Qd. Área, Lt. 24, Chácara Califórnia.
desembarcamos em Goiânia nas primeiras horas do dia 24 de novembro.
Após o cadastramento no SINT – IFES nos dirigimos ao alojamento e levamos um susto, o espaço estava uma sujeira só, algumas colegas ( Vera, Mirian, Daniele, e Vanderlúcia) não aceitaram ficar e pediram aos responsáveis um outro local para passarem o restante da noite e conseguiram ficar no salão de eventos do SINT-IFES, assim usufruindo do prazer de dormirem com ar condicionado, levaram os colxões e dormiram lá até o penúltimo dia do CONFAEB. O alojamento ficava um pouco distante do Centro de Cultura e Eventos Prof. Ricardo Freua Bufáiçal – UFG, onde ocorreu o CONFAEB, as 8 horas da manhã saímos a procura de lanche e acabamos por acertar na recepção do SINT-IFES, pagar um pouco mais caro (R$10,00 ao dia) para termos direito ao café com pão e manteiga e ainda reclamamos do lugar sujo e desarrumado, então ao voltarmos mudaríamos para outro alojamento mais limpo, nos juntaríamos com as três participantes, descendentes de japoneses, do estado São Paulo.
Pedimos informações de como chegar no local do CONFAEB e saímos para o ponto da parada de ônibus, não sabíamos ainda como funcionava o sistema de transporte coletivo e fomos barradas pelo primeiro, não aceitavam nossas carteiras de estudante da UFMA (para meia passagem) e não aceitavam dinheiro, somente um passe específico, fomos obrigadas a descer, mesmo porque esse primeiro ônibus não passava no nosso destino, ao subirmos no segundo ônibus, o motorista nos explicou como conseguir o passe e depois a pedido de um dos passageiros e a nosso pedido, o motorista do ônibus 270 nos deu uma carona até o CONFAEB, na chegada no campus da UFG me encontrei com um professor de Belém que também estava a procura do Centro de Eventos, disse que estava quase perdido e não sabia ainda onde dormir, então falei do alojamento onde estávamos e ele quis nos acompanhar, ficando hospedado no mesmo Sindicato, só que em outro alojamento.
PRIMEIRO DIA DE CONFAEB – 24 / 11 / 2010 – QUARTA-FEIRA
Antes das dez horas da manhã entramos na fila do cadastramento, para receber o material de participação do evento, uma sacola preta contendo a cartilha da programação, um bloco de anotações, um lápis, uma caneta, e duas senhas (uma para ser trocada por um livro e outra valendo uma camisa do CONFAEB):
No momento em que fazíamos as inscrições chega a nossa colega Eliana Patrícia e após ajuda-la a guardar as malas, no balcão indicado dentro do mesmo espaço do evento, fui trocar minha senha pela camisa e me dirigi ao Salão do Centro de Eventos onde no palco estava acontecendo ainda parte da programação de abertura com o Quarteto Feminino Ciranda da Arte, cantando variedades musicais, muito envolventes, uma bela apresentação.
Na sequência assisti à palestra “Comigo ninguém pode” com Regina Vater’s, foi uma conversa com utilização de vídeo falando da sua ideia criativa de cenário, de montagens artísticas e exposição. Iniciou a palestra com uma frase sua: “Arte não é decoração é um remanejar da sua identidade cultural”. Vater’s falou do seu trabalho em 1988, ano do dragão, uma exposição para o público infantil, intitulado “Um ninho de cobras”, refletia o momento de descriminação e rejeição em que estava sofrendo: usou fitas de máquina de calcular onde crianças desenhavam cobras e usou os desenhos para enfeitar o jardim onde aconteceu a exposição. Durante a exposição crianças e adultos se enfeitavam com as tiras de desenhos feitos por eles mesmos, enfeitavam também as árvores. O artificial se misturou ao natural, a exposição se estendeu até à apresentação de cobras reais, acrescida de explicações sobre os animais. Veter’s afirma: “Foram meses de pesquisa e o resultado foi surpreendente, prazeroso e de muito sucesso, tanto para as crianças como para os adultos”.
O seguinte palestrante foi Drº Victor Sala (Diretor da Faculdade de Artes de Moçambique e do ISArC - Instituto Superior de Artes e Cultura), com a palestra Ensino das artes visuais em Moçambique”Reflexões, sonhos e realidades”. ele comentou sobre o trabalho de ReginaVeter’s, falou das perspectivas para o ensino superior em Artes, falou sobre o ISArC (trabalhos realizados e perspectivas) e afirmou: “ tanto o artista tem que ter paciência quanto o espectador para aceitar e entender a arte”. “Arte-educação é um trabalho muito lento que cresce progressivamente”. “Arte é o exercício da liberdade e do experimento”. O interessante não é xerocar e sim criar, colocando sua própria identidade”. “O desenho é uma anotação do pensamento”.
Drº Victor indicou um livro: A rama Dourada de De Holden e recomendou: “Devemos usar o próprio talento, apresentá-los mais próximos da luz”. Para finalizar nos deixou seu endereço eletrônico para contato: www.isarc.edu.com
Em seguida abriu-se o momento de discussão onde o público poderia fazer perguntas e tirar dúvidas e ao meio dia saímos para o almoço.
Almocei com Marinalva na lanchonete localizada na UFG, e retornamos ao evento as14h30, minha maior atenção foi voltada para as mesas que se formavam no Palco do Centro de Eventos.
Após o almoço, as 14h20 Gisele Costa nos falou da formação de professores em artes visuais através das tecnologias da informação e comunicação, também de alguns desafios. Seus slides iniciavam com a pergunta:
- “Que tipo de professores queremos formar?”
Continuou a palestra: CONSTRUINDO-ME PROFESSORA
*A procura de informação: relação – pertenciamento - afirmação – urgência e formação docente.
Gisele afirmou: “A instituição escolar segue presa por paradigmas de 150 anos”
Prosseguiu com a pergunta: O que é Artes Visuais? E fez questionamentos ainda sobre EaD: atuação profissional – estremecimento dos rigores acadêmicos sobre modernos e disse: “temos o ensino convencional como modelo para o EaD”.
*AVA – REDE – METÁFORAS:
-espaços cabíveis – liquidez – solidez institucional;
-incongruências imprevistas
- os limites da tecnologia entre territórios
As 14h40 assisti à palestra com Jurema Luzia de Freitas Sampaio Ralhasque iniciou com as perguntas:
- O que se aprende e o que se ensina com Artres Visuais à distância?
- Onde eu quero chegar?
Jurema afirmou: “A maioria dos professores de Arte não sabe onde estão”. “As inconsistências reflete na formação”. Deu um exemplo: “Em um momento alguém é tutor, logo de repente a mesma pessoa já é professor”. Os professores são e devem ser pesquisadores, questionadores e reflexivos.
Afirmou: “Professores-estudantes se revelam analfabetos de escritas (erros imperdoáveis)”. “Muitas evasões nos cursos acontecem por falta de perfil”. “Os meios tecnológicos precisam ser utilizados com muita consciência, conhecimentos e sabedoria”. “As ferramentas tecnológicas não são boas ou ruins, elas existem”. “Precisamos e queremos formar um professor que pelo menos pense por conta própria”. Após essa palestra de Jurema, às 15 horas foi o momento do debate.
Durante o debate, eu e mais cinco ou seis colegas tivemos que retornar para o alojamento para guardarmos as malas de Eliana Patrícia e fazermos a mudança de alojamento para o outro mais limpo, pois o que havíamos ficado seria ocupado por atletas (participantes dos jogos interestaduais, vindos de outra cidade), conseguimos ser transportadas na Vam disponível pela UFG e chegando no alojamento fizemos a mudança do alojamento de número 4 onde havíamos ficado na chegada para o alojamento de número 2 e após arrumarmos o espaço, camas e malas, retornamos ao C. E., saímos a pé por um longo trajeto até a parada de ônibus onde havíamos marcado com o motorista da Vam para nos levar de volta ao CONFAEB,. Não foi mais possível assistir á palestra nesse final de tarde, quando retornamos já se finalizavam as atividades e já fomos convidados a nos dirigir aos dois ônibus que se deslocavam conosco para o Teatro Madre Esperança Garrido.
Marinalva que não nos acompanhou para a mudança, foi quem fez nossa inscrição para conseguirmos uma vaga de deslocamento para o Teatro, onde aconteceria a partir das 19h30 um espetáculo com os alunos das Escolas Estaduais de Tempo Integral em Goiás.
ESPETÁCULO NO TEATRO MADRE ESPERANÇA GARRIDO
O espetáculo, um trabalho do Projeto Ciranda da Arte, foi maravilhoso, continha ritmos e linguagens artísticas bem diversificadas, incluindo cultura popular. (Foi criado o Centro de Estudo e Pesquisa “Ciranda da Arte”, no ano de 2004, visando sediar todas as demandas relativas ao ensino de arte da Subsecretaria Metropolitana e principalmente, pensar e promover educação continuada dos professores da área de Arte do Estado de Goiás, tanto da disciplina quanto dos profissionais que atuam especificamente nos projetos de ações educativas complementares, propondo grupos de estudos nas linguagens, reflexões sobre o desenho curricular, processos metodológicos, avaliação em Arte e apoio de material didático-pedagógico para pesquisa!.
Retornamos do teatro para o alojamento às 23 horas e como já havíamos pego um cartãozinho de contato com a churrascaria onde jantamos na chegada a Goiânia, pedimos o jantar por telefone e fomos dormir cansadas mas felizes.
SEGUNDO DIA – 25 / 11 / 2010- QUINTA-FEIRA
Cheguei ao C.E pouco depois da apresentação Ciranda de Contos e como não estava eu me sentindo muito bem de saúde fiquei ouvindo a palestra deitada nos degraus no centro do salão do C.E. O primeiro tema foi: Professoralidades & Artisticidades, artista-professor, professor-artista.
A primeira fala foi de Drº Marcos Vilela (PUCRS) por trinta minutos, o tema da sua palestra foi: “O limiar da experiência estética: contribuições para o percurso da professoralização”. A segunda fala foi de Drª Lucimar Bello, com duração de trinta minutos, falou das professoralidades e suas variações inconstantes.
As 9h45 iniciou-se o debate, as 10h15 foi hora do cafezinho e do filme Cafezinho do Tempo com Boné Fontes, as 10h45 começou os trabalhos da mesa 2 com Drª Maria Helena Cunha (Centro Universitário UMA), com o tema: “Formação do Profissional de Cultura: Desafios e Perspectivas”, por trinta minutos, e em seguida Drº Afonso Medeiros (UFPA) com a palestra; “Formação e Qualificação de Professores de Arte no Brasil: caminhos e descaminhos”, também por trinta minutos e depois foi aberto o tempo para o debate as11h45.
Saí para o almoço as 12h45 e somente retornei as 14h50 com a colega Marinalva, fui direto a sala 1 do C.E.(segundo piso), lá estavam dirigindo a palestra: Charles Farias Siqueira e Fábio José Rodrigues da Costa. “O exercício de ler imagens nas provas do ENEM” era o assunto discorrido por Charles através de slides contendo um resumo das suas experiências professorais como professor, contendo os itens:
· Proposta Triangular e suas dimensões cognitivas (ler, contextualizar e o fazer artístico).
· Apropriações das questões de prova do ENEM.
Experiências de Charles:
· Levar os alunos a conviver com as Artes Visuais (visita educativa)
· Assistir no Anfiteatro peças de teatro
Charles finalizou sua apresentação com a frase: “Os alunos precisam ver e entender as técnicas das Artes Plásticas” e na sequência veio o debate, mas não permaneci na sala, fui alertada pela colega Marinalva que estava na hora da apresentação do trabalho da nossa colega de curso Eliana Patrícia da cidade de Belém que estaria fazendo parte da Mesa 5 – E-poster – sala 1 na Faculdade de Artes Visuais (piso inferior, no prédio por trás do C. E. onde eu estava, nos dirigimos para lá, na entrada encontramos com Patrícia, a qual lamentou termos perdido sua apresentação, levamos um susto e ficamos muito triste com a notícia, mas logo ela nos consolou dizendo que estava apenas encenando e que sua apresentação ainda estava para acontecer em alguns minutos, depois da apresentação dos trabalhos de outras companheiras.
Chegamos à mesa 5 – Sala dos E-posters as 15h30, a coordenação era por conta da professora de Goiânia Adriana Aquino. Ao entrar na sala ainda assisti o final da apresentação da profª Adriele C. S. de Silva que fez uma exposição das suas ações educativas relacionadas à Amazônia: Amazônia como patrimônio? Um desafio a ação educativa da exposição “Amazônia: estrada de última fronteira”, em seguida foi a vez de Bárbara M. P. Harduim, com o trabalho : “COTIDIANOS: diálogos, museus/creches” e na sequencia foi o trabalho da professora Rosângela de Goiânia, apresentando o seu projeto “Contação de Histórias”, trouxe para a sala o resumo em um banner com um designer muito bonito, escrito e desenhado. No seu projeto as crianças são motivadas a criarem suas próprias histórias ou resinificam as tradicionais.
Depois de Rosângela que foi muito criativa e segura na sua apresentação veio o momento mais esperado por mim, a apresentação de “MEMÓRIAS” da minha colega de curso, Eliana Patrícia, professora-estudante do Curso Licenciatura em Teatro no polo de São Luis – Ma. ”Memórias” de Eliana foi um trabalho de construção do seu portfólio a pedido do nosso professor Arão Paranaguá de Santana para finalizar o módulo 18, Estágio I, essa foi a forma de Eliana apresentar o seu portfólio, vem dentro de uma caixa de madeira conforme mostra na sua explicação a um dos fóruns do nosso curso:
Re: DEBATE SOBRE A APRESENTAÇÃO DO PORTFÓLIO
“De início, fiz um levantamento da minha trajetória escolar e docente, desde a alfabetização até os dias de hoje”. “Dividi em etapas, para uma melhor organização”.
“Ao final ficaram 6 etapas:
1. Alfabetização, Ensino Básico (fundamental e médio);
2. UFPA;
3. Escola de Teatro da UFPA e especialização;
4. Oficinas de teatro;
5. Escolas onde trabalhei e trabalho;
6. UFMA
“Resolvi fazer uma apresentação de teatro de animação em miniatura”.
“O meu portfólio está dentro de uma caixa de 35cm X 25cm. Nesta caixa estão outras caixas menores”.
“Dividi as fases acima em caixas, cada caixa representa uma fase, e dei uma cor, um número e um símbolo para cada uma:
1. Azul - clave de sol;
2. Amarela – uma pedra de bauxita;
3. Vermelha - um balde;
4. verde - um pássaro;
5. vinho - uma corda;
6. rosa - uma bolsa;
7. branca - ... “
“Coloquei a poesia “Memória” de Drummond e uma música que o meu professor de canto da 6ª série me ensinou”.
“No total são 7 caixas, simbolizando 7 fases que se complementam e posicionam-se vertical e horizontalmente. E por coincidência a apresentação demora 7 minutos”.
“O objeto que costura essas fases e que eu vou manipular é um barco - pois ele se faz presente na minha vida cotidiana, também é um elemento muito forte na Amazônia e na minha formação”.
“Coloquei os meus diplomas e certificados, também se fazem presentes como um rio de conhecimentos.”
Caixa “Memórias” de Eliana Patrícia, vista de fora e por dentro
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Os certificados e diplomas, como Eliana explica que estão na caixa, são cópias em tamanhos reduzidos que forram o interior de toda a caixa.
Eliana fez uma excelente apresentação, foi muito elogiada pela coordenação da mesa no momento do debate sobre os trabalhos apresentados, mostrou profissionalismo, coerência, criatividade, segurança, firmeza e domínio de conteúdo e tempo. Em apenas 5 minutos apresentou toda sua trajetória profissional e perspectivas por símbolos que traz em uma caixa.
Depois de Patrícia a participação foi de Ana Rita, do estado de Goiás, seu tema foi: “Reorientação curricular em música no estado de Goiás”. O tema abordava:
*Ensino de música, curriculo e formação continuada
*A sonoridade dos alunos em diferentem culturas e tempo.
*Compreensão crítica e contextualização
Ana Rita também está de parabéns pelo seu projeto e pela competência como professora de Arte.
Em seguida foi a apresentação do projeto de Edilene Batista também do estado de Goiás, o tema do seu E-poster foi: “Aprendendo com a comunidade Kalunga – Centro de Estudo e Pasquisa Ciranda da Arte: união, resistência, busca”.
Edilene me comoveu com o relato das suas experiências cheias de dificuldades junto a essa comunidade goiana, de difícil acesso onde há pessoas que ainda vivem bem além do desenvolvimento e do progresso e que aos poucos caem em extinção se distanciando das suas culturas de raízes. A professora finalizou sua apresentação com uma pergunta reflexiva: “Como desenvolver o ensino da Arte nessas comunidades?”
Em sequencia veio a apresentação de Valéria Maria também do estado de Goiás com a divulgação do seu projeto: “Arte-ação-reflexão: Oficina com o artista plástico Rodrigo Godá no Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte”. Valéria falou das experiências com oficinas junto ao artista profissional e dos resultados que levou-a a refletir sua prática educativa.
Após as apresentações foi aberto o debate sobre ostrabalhos e perpectivas de cadaprofessor deArte alí presente, que durou trinta minutos. Nos retiramos da sala 1 do FAV após o debate e depois que tiramos várias fotos com a coordenadora da mesa e colegas do Curso Licenciatura em Teatro do polo de São Luis que também se fizeram presentes.
Eu, as minhas colegas de curso, Marinalva e Mara retornamos para o palco principal do C. E. e aguardamos e espetáculo Corderama com a Trupe de Cirandeiros de Goiânia que iniciou as dezenove horas. Um espetáculo de noventa minutos incrustado de regionalismo nordestino, quando a imigração no Brasil alcançou seu maior índice.
A primeira parte do espetáculo retratava os retirantes, inclusive a obra plástica de Cândido Portinari, de 1944, “Retirantes”. A segunda parte foi uma exposição de costumes e ritmos em Literatura de Cordel recheada de muito humor e beleza. O maravilhoso espetáculo se encerrou pouco mais de vinte horas e trinta minutos, mas nesse espetáculo algo me decepcionou, a ausência de público, haviam na platéia menos de trinta pessoas, uma vergonha pela falta de apoio dos participantes do CONFAEB aos artistas maravilhosos que realizam o “Corderama”.
TERCEIRO DIA – 26 / 11 / 2010 – SEXTA-FEIRA
No Palco Principal do C.E. as oito horas e trinta minutos iniciou a palestra: “Perspectivas internacionais: O papel do CLEA e da OIE (Escritório Internacional da Educação) na cena da arte/educação na América Latina” com Drª Lúcia Pimentel(UFMG) e Drº Fábio Rodrigues(URCA)
Drª Lucia iniciou sua palestra com duas perguntas:
- Conhecemos? - Sabemos? E falou da OIE no Brasil, mas como eu não estava me sentindo bem não entendi quase nada dessa palestra, apenas peguei o endereço eletrônico da palestrante para se possível manter contato: luciagpi@ufmg.br
Drº Fábio falou do CLEA (Conselho Latino Americano de Educação pela Arte), fundado em 1984 e nos apresentou slides da performer da professora-artista Juliana Capibaribe “O VESTIDO”, um trabalho baseado apenas em moda de roupas femininas, em seguida aconteceu o debate.
Foi formada a segunda mesa do Palco Principal do C.E. e entre os palestrantes estavam: Profª Moema e o nosso atual professor de Estágio II, Arão Paranaguá de Santana.
O primeiro tema abordado foi: Artes visuais – Formação de Professores em Artes Visuais – EaD.
PROFESSORA MOEMA
Apresentou slides com os seguintes questionamentos:
- Qual a base da formação?
- Que professores queremos formar?
- Quem são os sujeitos nesse processo?
- Quantas e quais são as instituições federais que oferecem cursos de graduação em Artes visuais?
São UNIMONTES, UNIR, URFGS, UFG, UnB, UFMA e UFES.
Características dos alunos que fazem esses cursos de formação à distância:
· fora da faixa etária do presencial
· sofre das condições físicas e do trabalho
Motivos de evasão:
· doenças degenerativas. depressão, etc.
· dificuldades com as tecnologias (manuseio e acesso)
· analfabetismo funcional
Ás dez horas e cinquenta minutos começou a palestra com o Profº Arão acompanhando slides:
PROFº DRº ARÃO PARANAGUÁ DE SANTANA:
Qual a inserção sócio educativa da EaD nas comunidades que ela abrange?
- Realização de pesquisa de acompanhamento interinstitucional, etc.
Reflexão:
· A superação de um modelo educativo
· Projeto diferenciando o uso das tecnologias: inversão das distâncias (...) e das individualidades em ações coletivas
· Transversalidade do percurso da aprendizagem dos alunos
· Potencialidades
Professor Arão prosseguiu falando das suas perspectivas:
- Invenção e/ou invenções de docência
- Pesquisa como princípio norteador presente em todos os cursos, etc.
Subtema:
Formação de professores em Artes: tessituras em rede
Reflexão:
- Qual o estado da Arte da formação de professores em Arte?
Após expor seus pontos de vista sabre a reflexão prosseguiu:
Ø A NECESSIDADE DA PESQUISA!!!
- Neste ano 2010 = 48 cursos no modo presencial e mais 6 na modalidade mediada por computador (EaD)
Ø ORIGENS, DILEMAS, INQUIETAÇÕES: HIPÓTESES
- Hipótese 1 : Estratégia operacional
- Hipótese 2: Omissão das IES (Instituto de Ensino Superior)
- Hipótese 3: Mundialização / TICs
Ø REPERCUSSÕES, ESPECULAÇÕES E MITOS;
- Perda de autonomia da IES
- Formação em massa
- Ausência de convívio
- Impossibilidades didáticas
- Formação aligeirada
Ø PROFESSOR E @ CONTEMPORANEIDADE:
- Curso de teatro nas UnB, UFMA, UNIR, UNIMONTES, UAB:
UFG e UnB = 150 vagas, UFMA – São Luís = 25 vagas, etc.
Ø Gt ARTES:
- Projeto e metodologia construídos na forma colaborativa
Ø EXPERIÊNCIA DA UFMA: Pró-Licenciatura em Teatro
Estrutura:
*1 CG – 1 CP- 3 CP – 6 PT - S e INSUMOS
*75 alunos no geral
INSTÂNCIAS PEDAGÓGICAS:
PROEN - NEAD – NTI – ASCONV – DEAR – COTEA
Professor Arão também falou dos fóruns e deu exemplo do fórum “QUEM SOU?” durante o módulo Estágio Supervisionado I e apresentou parte de um diálogo entre eu e a minha colega de curso, Maria Silva, apresentou também um trabalho sobre as “professoralidades” de uma equipe do polo de Imperatriz.
A palestra com Professor Arão foi muito proveitosa e esclarecedora quanto ao processo de formação, organização do curso e perspectivas, terminou as onze horas e cinquenta minutos para dar início a palestra com a ilustre escritora e arte educadora Ana Mae Barbosa
ANA MAE BARBOSA:
Entrou no palco principal do C.E. as onze horas e trinta e cinco minutos:
Tema: A abordagem triangular no ensino das artes e culturas visuais
Ana Mae Barbosa entrou já elogiando toda a decoração do espaço do CONFAEB, disse que estava impressionada com os designers, mostrando a bolsa padronizada comentou: “O envolvimento das artes designers devem se misturar hoje se faz necessária a inter-relação das artes visuais com a tecnologia”. Prosseguiu com o tema: 20 ANOS DE FAEB
Ana Mae Barbosa também falou da ativação do pensamento e deu exemplo: Se pedirmos para as crianças desenhar caras, provavelmente elas desenham sem a presença de dentes, mas se dermos a elas balas para mastigarem, mascarem, para assim sentirem a necessidade e a importância dos dentes e depois pedirmos para que desenhem caras, logo as desenharão com a presença dos dentes.
Fiz anotações de algumas das suas afirmações:
“Precisamos saber e conhecer nossos heróis das Artes para desenvolvermos melhor nossas professoralidades”.
“A abordagem Triangular foi sistematizada por uma americana e por isso abrangência limitada”.
Ana Mae Barbosa falou que os exemplares do seu novo livro estavam a caminho e apresentou alguns dos seus colaboradores que se encontravam presentes e cada um deles nos deu segundos de explicações sobre suas participações na construção do livro.
Já passavam de meio dia quando tive que ir ao banheiro e percebi que não poderia mais voltar à palestra por problemas íntimos pessoais que não me cabe aqui relatar, então comuniquei a colega Marinalva do problema e que iria me retirar, então ela fez questão de me acompanhar e buscamos a solução para o tal problema, e como já passava da hora do almoço então fomos almoçar.
PASSEIO POR GOIÂNIA
Havíamos combinado de conhecer a capital de Goiás, alugamos um transporte e passamos a tarde percorrendo pontos interessantes no centro de Goiânia, inclusive visitamos dois museus que se encontravam fechados e um teatro que também não foi possível o nosso acesso no seu interior.
Visitamos shoppings, feiras, etc. Retornamos depois das 17h e só depois com a chegada das meninas que não foram ao passeio e ficaram no CONFAEB, ficamos sabendo que todo o evento tinha se encerrado mesmo naquele dia 26 e que no dia posterior já não haveria mais nem um atendimento no local, portanto para minha tristeza, quem foi ao passeio não recebeu o certificado, mas uma notícia nos alegrou novamente: ficou decidido que o próximo CONFAEB de 2011 será realizado em São Luís do Maranhão, e a outra maravilhosa notícia é que realmente o nosso Professor Arão foi eleito a presidente da FAEB (Federação dos Arte Educadores do Brasil) até o ano de 2013, com certeza alcançou essa vitória porque tem competência e responsabilidade no que faz como arte-educador.
A VOLTA PARA CASA
Era hora de começar arrumar as malas para voltar ao Maranhão, as coordenadoras da viagem mandaram o recado pelo telefonema de Eliana Patrícia que o ônibus partiria no sábado às 15 horas do local onde nos deixou, de frente do SINT- IFES.
As colegas que não foram ao passeio também fizeram comentários a respeito de conversa com as coordenadoras da viagem que estavam insatisfeitas com o comportamento de algumas colegas por relatos de autores que ainda desconhecemos, por isso resolvemos fazer uma reunião para tratarmos do assunto e conscientizar toda a turma quanto a comportamentos indevidos, para um retorno sem problemas. A reunião aconteceu enquanto lanchávamos em uma das áreas de lazer do sindicato por volta das 20 horas e trinta minutos e foi presidida por Eliana Patrícia e secretariada por Daniele, as pautas foram:
· A passageira que não era professora-estudante (assunto de Daniele e Vanda);
· A recusa dos motoristas do ônibus em ficar no local para nos levar ao passeio;
· Comportamento dos passageiros (professores-estudantes) de volta pra casa.
Aproveitando a ocasião de falar sobre comportamentos falei do meu incômodo durante a viagem por ter escolhido o banco da frente e muitas das colegas usarem os mesmos para “bater papo”, então sugeri que na volta deixássemos os bancos da frente apenas para todos baterem papo e olharem as paisagens assim que dessem vontade que eu não iria mais querer voltar no mesmo banco de antes, e pedi encarecidamente que não me incomodassem mais quando eu quisesse dormir durante a viagem de volta.
Após as falas de todos os participantes a reunião terminou depois das 22 horas.
Somente nesta noite tivemos a companhia das colegas que dormiam no salão de eventos do sindicato, que dormiram com a gente, “foi uma festa de roncos nesta noite”.
No sábado dia 27, eu e algumas companheiras retornamos ao local do evento e constatamos que estava tudo fechado e não havia mesmo movimentos no local então pegamos um coletivo e fomos almoçar na praça de alimentação do Estação Goiânia.
Foto 1 - Sentadas no ponto das paradas de ônibus, próximo a UFG – Foto 2 - Vista do teto do Estação Goiânia
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Retornamos as treze horas, terminamos de arrumar as malas para desocupar o alojamento, o nosso tempo que já estava pago se venceu ao meio dia.
Quando cheguei à portaria encontrei a coordenadora Elem, as duas tutoras e os outros companheiros de viagem, da cidade de Imperatriz que ficaram em um hotel, já estavam nos aguardando. Infelizmente ninguém sabia onde se encontrava o ônibus que nos trouxe, somente depois de aguns contatos entre Elen e professora Isabel que retornaria de avião, é que recebemos a notícia de que o transporte estaria a caminho para embarcarmos, o atraso foi de quase três horas e depois que todos nós embracamos o motorista nos comuniocou que seria impossivel viajarmos naquele momento, o ônibus mesmo depois de terpassado por uma longa revisão, durante a semana, conforme relato dos motoristas ainda apresentava defeito, a opção foi esperar que o problema fosse resolvido, o ônibus foi encostado no pátio do sindicato e aguardamos até que um mecânico apareceu e depois da meia noite iniciamos viagem.
momento da espera do ônibus ser concertado em frente ao SINT-IFES em Goiânia
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Como eu havia prometido durante a reunião da noite anterior, escolhi o banco de trás do andar de cima no intuito de conseguir dormir e não passar tão mal e com muitas dores na cabeça depois de duas noites mal dormidas, mas para meu espanto, tristeza e decepção, após a primeira parada uma das companheiras se dirigiu pra mim de forma grosseira pedindo que eu parasse de roncar perto dela que não aguentava mais ser incomodada, que eu arrumasse outro modo de dormir ou me retirasse, e como eu já estava ali por conta do incômodo nas poltronas da frente quando na ida, onde eu pretendia também voltar, comecei chorar, peguei minhas coisas e fui para o andar de baixo onde se encontrava a passageira desconhecida e lá permaneci por toda a viagem até chegar na cidade de Santa Inês onde desci junto com a passageira da carona.
Servindo o jantar para mim e Marinalva na cidade de Nova Olinda
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Depois do jantar em Nova Olinda do Tocantins
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Recebi a visita de Marinalva no andar de baixo
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Ao chegar em Santa Inês as 8 horas da manhã do dia 29, segunda-feira, peguei um carro pequeno que estava de saída para Bacabal e cheguei em casa por volta das 9 e meia.
MINHAS PERSPECTIVAS PARA O PRÓXIMO CONFAEB
Espero que os organizadores do CONFAEB – São Luis em 2011 inclua nas discussões os principais mestres de Cultura e Arte Popular, principalmente aqueles que com sucesso estão desenvolvendo trabalhos educativos nos Pontos de Cultura no Estado do Maranhão, eles são peças importantes para a arte-educação não formal além de serem bons formadores de opinião a respeito do desenvolvimento e crescimento do mundo artístico.
Outro ponto onde eu sugiro melhorias em comparação ao CONFAEB de Goiânia é na organização da cartilha da programação do evento. Evitar informações repetidas com horários diferentes para não confundir os participantes. O mapa da programação deve ser reelaborado.
Com a capacidade, preocupação e competência que Professor Arão tem, as minhas espectativas são das melhores, creio que será sábio na escolha da equipe de trabalhos para a realização do próximo CONFAEB e com certeza será um sucesso de público, conteúdos, atendimento e organização.
CONCLUSÃO
Minha ida ao CONFAEB – Goiânia foi uma experiência muito gratificante, vivi um pouco de aventura, conheci mais um pouco das minhas colegas de curso, fiquei conhecendo parte da cidade de Goiânia, incluindo costumes e cultura, e pela vista da paisagem natural por todo o trajeto da viagem adquiri conhecimentos maravilhosos da geografia de parte do nosso Brasil, é percebível a diferença da vegetação, da terra, do ar, do clima e até do por do sol

por do sol maranhense
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Artes da natureza que fascina a quem sabe observar os seus mínimos detalhes, Arte natural que em muitas vezes é confundida pela perfeita arte-fruto da criatividade do homem. Só ao contemplar essa imensa beleza a viagem já valeria a pena.
Relevos, e céu do estado de Goiás
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Quanto ao CONFAEB, desejei ser mais de uma pessoa para participar de tantas palestras interessantes, em várias salas com várias pessoas capacitadas no assunto Arte-educação, mas uma coisa deixou a desejar e me fez insatisfeita: quase não foi falado na educação pelo teatro, pelo jogo teatral, a formação do professor de Arte com o foco teatro, vi apenas professor Arão falando desse assunto, senti como se esse curso Licenciatura em Teatro que estou fazendo não tivesse validade e nem importância.
Levando em consideração o convívio com muitos professores e o descaso com o espetáculo Corderama da Trupe de Curandeiros de Goiânia pelos participantes do CONFAEB, deixo aqui um questionamento para reflexão:
O ensino através da prática artística pode melhorar atitudes comportamentais e sociais dos alunos, mas se o seu professor nem conhece o que é Arte e nem os seus heróis como poderá ser convincente e coerente na hora de ensinar, de motivar os alunos à construção de conhecimentos?
““Através da arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação para aprender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo analizar a realidade percebida e desenvolver a capacidade criadora de maneira a mudar a realidade que foi analisada”.
(Ana Mae Barbosa – Arte/Educação Contemporânea: consonâncias Internacionais / São Paulo. Cortez, 2005 – pág.100)










