quarta-feira, 30 de junho de 2010

DIVERSAS LINHAS PEDAGÓGICAS ONDE SE INSERE A PRÁTICA TEATRAL

Por meio de pesquisas encontrei diversas linhas pedagógicas que contemplam o teatro como recurso, metodologia ou simples ações do ensinar e aprender na educação formal e não formal, já que o teatro ajuda a "construir saberes" (Piaget), "desperta o psicológico da criança para soluções de problemas" quando no exercício da vida real, pela representação da vida e "no seu meio cultural" (Vigotsky), desenvolve a autonomia da criança e além de proporcionar a interação entre pessoas proporciona também a "interação entre corpo, inteligência e vontade "(M. Montessouri), fazendo teatro o aluno "aprende a ler o mundo num ato democrático orientado pelo professor" (Paulo Freire), "os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) nortearão os professores também quanto ao fazer teatral na escola" (César Coll), "o corpo físico é formado durante a infância e a adolescência (...) as escolas precisam dar ênfase ás artes e a espiritualidade" (Rudolf Stainer), a prática teatral desperta "o auto conhecimento que é peça fundamental no ser humano", se faz necessário "criar seres humanos mais conscientes e uma humanidade mais justa" (Carlos Gonzàles Pecotche), o teatro "propõe uma educação baseada numa integração do corpo físico da emoção e da vontade"(Nathalie de Salzmann de Etievan), no fazer teatral" a preocupação maior é o florescimento do ser humano e não a acumulação do conhecimento" (Krishnamurti), na prática teatral "a   aprendizagem de valores universais como o amor a solidariedade, a compreensão fazem parte do currículo educacional" (Sathya Sai Baba), etc.
Por Maria Dalva em 01/07/10

Piaget (1896-1890) – Biólogo de formação, o psicólogo suíço Jean Piaget é o pai do construtivismo nas escolas. Observando crianças, teorizou sobre a maneira pela qual elas construíam seus conceitos, a partir de sua interação com o ambiente físico e social. A maioria das escolas particulares brasileiras é construtivista. www.piaget.com.br
Vygotsky (1896-1934) – Psicólogo russo e partidário das idéias de Karl Marx, deu um contexto social mais profundo à aprendizagem da criança. Por exemplo, percebeu que ela aprenderia mais facilmente a respeito de quantos tijolos eram necessários para a construção de uma determinada parede se essa parede fosse da casa dela. www.vygotsky.com.br
Montessori (1870-1952) – Indicada duas vezes para o prêmio Nobel da Paz, a italiana Maria Montessori observou que o aluno aprendia mais num ambiente agradável com pessoas acolhedoras. Sua linha pedagógica, adotada em muitas escolas maternais, procura desenvolver a autonomia da criança e a interação entre corpo, inteligência e vontade. www.montessori.com.br
Paulo Freire (1921-1997) – Pernambucano, teve notável influência sobre as políticas públicas na área de educação. Para ele, a aprendizagem era um ato político e a democracia, o esteio da escola. Dizia que, tanto quanto ler e escrever, o aluno, ajudado pelo professor, deveria aprender a “ler o mundo”. www.paulofreire.org
Cesar Coll (1947) – Espanhol, catedrático de psicologia da educação no departamento de Psicologia Evolutiva e da Educação da Universidade de Barcelona, aplicou as idéias construtivistas de modo prático, dentro de políticas públicas, e criou uma verdadeira revolução no ensino, tanto na Espanha como no Brasil. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, liderou professores universitários brasileiros na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais, que hoje orientam o conteúdo da maioria de nossas escolas. www.cesarcoll.com.br
Linhas pedagógicas não-convencionais
Rudolf Steiner (1861-1925) – Pensador austríaco e pesquisador das obras de Goethe, ele é o pai da antroposofia (leia mais na edição 3 de vida simples).
Criou uma linha pedagógica que respeita a criação dos três corpos sutis que, segundo ele, revestem o corpo físico e são formados durante a infância e a adolescência. As escolas dessa linha dão ênfase às artes e à espiritualidade. www.sab.org.br
Carlos Gonzáles Pecotche (Raumsol) (1901-1963) – Educador argentino, formulou, em 1930, uma linha pedagógica singular, em que o auto-conhecimento é peça fundamental. O objetivo da logosofia, segundo seu autor, é criar seres humanos mais conscientes e uma humanidade mais justa. Valores como ética e responsabilidade são bastante estimulados durante a aprendizagem. www.logosofia.com.br
Nathalie de Salzmann de Etievan (1910) – Nascida na Geórgia e educada na Suíça e na França, tem seu modelo pedagógico implantado em vários países da América Latina. Seguidora do mestre Georges I. Gurdjieff, propõe uma educação baseada na integração do corpo físico, da emoção e da vontade. www.horus.com.br
Krishnamurti (1895-1986) – Seus vários livros calam fundo no coração dos educadores. Revolucionário, propôs uma escola libertária, onde a preocupação maior é o florescimento do ser humano e não a acumulação do conhecimento. Suas escolas, na Índia e nos Estados Unidos, são implantadas em amplos jardins e os alunos estudam em volta de uma mesa redonda, em pé de igualdade com os professores. www.krishnamurti.com.br
Sathya Sai Baba (1935) – O mestre indiano, tido como santo, criou em seu país uma universidade, o Instituto de Altos Estudos Sathya Sai Baba, reconhecida como centro internacional de excelência. No Brasil, já existem 18 colégios que seguem sua orientação. A aprendizagem de valores universais, como o amor, a solidariedade e a compreensão, fazem parte do currículo. www.sathya.saibaba.com.br

FONTE DE PESQUISA:
http://fmaria.wordpress.com/2009/10/12/diversas-linhas-pedagogicas/

COMO CONCLUI O MAGISTÉRIO?


O curso do PÓS-MÉDIO (MAGISTÉRIO) era concluído com uma monografia e os materiais de estudo eram  apostilas. As disciplinas eram as mostradas na imagem na parte central do meu histórico escolar:


A minha monografia foi feita em cima de uma pesquisa de campo a respeito do fazer teatral nas escolas de 1ª a 4ª série no meu município. O título foi este mostrado na capa.


Aqui mostra a minha nota obtida na conclusão da monografia e a banca examinador

Na reta final do curso, se não me engano, tive 60 dias de estágio supervisionado no atual C.E. Arimathéa Cysne na cidade Bacabal - MA.
Lamento muito não poder mostrar todos os meus registros das minhas aulas durante meu estágio, eu poderia ter todo o material pedagógico se não tivesse emprestado para pessoas descompromissadas  que deram fim aos meus arquivos, e na época  de estágio nem eu e nem a colega tínhamos câmera fotográfica e não tivemos a preocupação em registrar os momentos através de fotos, mas fiz um plano de curso e planos de aulas para uma turma de 4ª série do primário.
Minhas aulas sempre iniciavam com uma dinâmica motivadora, eu sempre tive facilidade em criar versos e fazer paródias, eu transformava o assunto das aulas em músicas (parodiava ao rítimo de uma música de sucesso do momento), o cantar da paródia era acompanhado por movimentos corporais, as crianças adoravam porque iniciavam a aula cheias de energia e alegria.

Esta é a professora Maria Alice, hoje aposentada, que na época do meu estágio me deu maior apoio, fiquei com sua turma de alunos da 3ª série, se não me engano, de outubro a dezembro do ano de 2000.
EXEMPLOS DAS MINHAS AÇÕES METODOLÓGICAS NA SALA DE AULA
Essa é a letra de uma música (uma paródia da música infantil CAI CAI BALÃO) que escrevi e cantei com os alunos da 3ª série matutino, no C.R.F.M. "Arimathéa Cysne" para internalizar a aprendizagem durante uma aula de geografia no meu estágio:

LITORAL MARANHENSE

REFRÃO:
Vem vem nenem
vem vem nenem
prá cá pro Maranhão
aqui tem ilhas, baías e praias
tem muita curtição

O nosso litoral
é o mais lindo que já vi
tem a praia do Olho D'agua
e a do Araçagí
REFRÃO
Tem as cidades litorâneas
São José de Ribamar
Barreirinhas, Guimarães
elas são de impressionar
REFRÃO
Terras cercadas de água
aqui tu vais encontrar
a ilha de São Luis
e ilha do mangunçá
REFRÃO
Do Gurupi ao Parnaíba
vai o nosso litoral
meia e quarenta quilômetros
belesura sem igual
REFRÃO
Tem os montes de areia
são as dunas oh nenem!
quem não gostar do Maranhão
não gosta de mais ninguém


DINÂMICA DE GRUPO OUVINDO MÚSICA
Objetivos:
a) Despertar a intuição e a criatividade;
b) Criar um clima de liberdade que envolve os participantes, unindo-os;
c) Proporcionar momentos de relaxamento estimulando a concentração;
d) Despertar o senso de liderança.
Tamanho do grupo:
Até 20 pessoas.
Tempo exigido:
Cerca de uma hora, dependendo do tamanho do grupo.
Material:
Toca fitas com boa potência. Música(s) de relaxamento.
Ambiente físico:
Uma sala (opcionalmente com cadeiras), suficientemente ampla para acomodar todas as pessoas participantes.
Processo:
I. O grupo ouve música durante 10 ou 15 minutos;
II. Antes de pôr a música, o orientador avisa que devem ouvi-la imaginando uma história encenável;
III. Pára a música. O orientador pede a cada um que narre para todos a história imaginada;
IV. As histórias que despertarem maior interesse no grupo serão interpretadas pelos componentes. Interpretam-se quantas histórias o número de componentes permitir;
V. O diretor de cada história será a pessoa que a mentalizou inicialmente;

OLGA REVERBEL

Olga Reverbel foi minha maior inspiradora para o desenvolvimento das minhas atividades pedagógicas em sala de aula a partir do meu estágio supervisionado e fora dele, na educação não formal. "O maior estímulo para que a capacidade criadora do professor se desenvolva é o diálogo com o aluno." (Olga Reverbel)
Encontramos mais informações a respeito desta grande educadora aqui:
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=8961

Este livro de Reverbel, eu recomendo a todos os professores de teatro nas escolas de educação básica.















COMENTÁRIO DO MEU PROFESSOR DE ESTÁGIO 1: ARÃO PARANAGUÁ DE SANTANA

fotografia
Re: RASCUNHOS DO MEU PROFISSIONALISMO
porArão Paranaguá de Santana- quarta, 16 junho 2010, 09:15

Dalva
Que experiência de vida rica em resiliência e realizações!... Vou confessar: desde quando vi sua foto na ficha de vestibulanda – antes mesmo de conhecê-la – olhei aquela “aluna de boina” e apostei que daria uma excelente professora de teatro. Só não sabia que você, na verdade, já exercia esse ofício, mesmo travestido de outras matérias, com outros nomes e abordagens. A discussão sobre a realidade de professor@s leigos é importantíssima para a literatura de nossa área de conhecimento, e você, com suas memórias, pode contribuir não somente na elaboração e apresentação do portifólio, como também, posteriormente, na via do TCC. Estou adorando as fotos e as outras imagens, vou ver o blog:  http://arteatrodalva.blogspot.com
Pode explorar a temática da busca de “dinâmicas motivadoras”, já que tem facilidade em “criar versos, fazer paródias” e outras técnicas que se constituem na base da arte cênica. Indago se já se perguntou: quais autores investigam aulas cheias de energia e alegria? Como se dá esse tipo de docência? Quais as propostas teóricas principais? Veja como pode discutir tudo isso “polvilhando” suas próprias experiências formativas e professorais, OK? 
 Arão Paranaguá de Santana (Escritor, Professor e Mestre em Arte-Educação pela UFMA-Universidade Federal do Maranhão)

MINHA RESPOSTA AO PROFESSOR ARÃO:

FORMAR
Re: RASCUNHOS DO MEU PROFISSIONALISMO
por: Dalva - sábado, 19 junho 2010, 19:51

Obrigada grande professor Arão, confesso também que se confirmou o meu pensamento quanto as suas primorosas teorias despertadoras de ações educacionais motivadoras, inovadoras e esclarecedoras dentro do contemporâneo educacional onde se insere o teatro. Reconheci na primeira vez que o vi, pela impaciência e depois nas suas nobres frases, que a realidade educacional incoerente com o seu pensar e querer o incomoda, tendo em vista que na maioria das escolas as teorias ainda não coincidem com as práticas.
Quando fiz o Magistério, ao fazer uma pesquisa a respeito de Paulo Freire, me sentir muito atraída por suas teorias e relatos das suas práticas pedagógicas, por incrível que pareça bateram certinho com o meu ponto de vista, me reconheci quando encontrei a sua frase mais famosa " SE APRENDE A FAZER FAZENDO" porque o fazer teatral dar essa oportunidade ao aluno "do fazer para aprender". O educador coloca em ação o "jogo do conhecimento", em que promove um ambiente de diálogo na sala de aula, propício para a troca de experiências, levando, assim, o educando ao exercício da criatividade e da liberdade de expressão.

MEU COMEÇO NO MUNDO DO TEATRO

No início do ano de 1992, récem separa e enfrentando vários problemas, inclusive financeiros, recebi a visita da minha mãe que queria levar meu filho mais novo embora, dizendo que eu não tinha condições nenhuma de criar, então caí em desespero, peguei o menino que tinha quase três anos de idade e sentada na calçada com ele no colo, beijando-o e apertando-o nos meus braços eu chorando gritava pra todo mundo ouvir na rua, "esse menino aqui é meu filho, e ninguém mas ninguém mesmo vai tirar ele de mim, se eu morrer de fome ele vai morrer junto comigo, não vou deixar ninguém levar ele embora", nessa hora ia passando na rua Gilberto Muniz, um rapaz de pela negra de quase dois metros de altura e corpo atlético que estava na coordenação da montagem da peça Teatral da Paixão de Cristo pelo GTCCBB (Grupo Teatral Cinematográfico do Conselho Bíblico de Bacabal) hoje desativado, enquanto minha mãe ia se retirando ao som das minhas palavras ele foi se aproximando e me disse palavras de conforto, me fez tranquilizar e se retirou, no dia seguinte retornou a minha casa e me fez o convite para participar da peça como mãe de Jesus, logo dizendo que eu era perfeita para o personagem e que não aceitava um não como resposta, foi aí então que comecei a participar de teatro em Bacabal, depois que comecei encenar minha vida ficou mais equilibrada porque a partir de então meu psicológico melhorou bastante, me sentir mais segura para enfrentar os problemas e buscar novas soluções.
O grupo não tinha mais condições de continuar e foi desativado, o diretor entrou para a crença, casou-se e não quis mais levar adiante, então recebi um convite de um outro teatrólogo para fazer um personagem na peça de conscientização social que levava o tema da Campanha da Fraternidade, "Justiça sim Violência não" que enfocava a frase " gente é para brilhar e não para morrer de fome", era um trabalho engajado com a igreja católica, se não me engano , no ano de 1996. Foi essa peça que me fez ganhar o "troféu Pé de Bacaba" de melhor atriz do momento, isso elevou muito mais a minha auto-estima, me sentir fortalecida e com novas idéias para não desistir do teatro.

Certa de que o teatro é extremamente benéfico para o ser humano, melhorando o estado emocional e social das pessoas, resolvi convidar alguns dos colegas contracenantes no outro grupo e mais pessoas, jovens e adultos, para formarmos um grupo de teatro, e em dezembro do ano de 1996 formamos um grupo de voluntários para fazer teatro na rua e em palco e esse grupo recebeu o nome de GITAR ( Grupo Instrutivo Teatral Artístico) e depois da ideia do projeto GIR'ART em 2006, mudamos a palavra Instrutivo para Interativo. Os meus primeiros parceiros foram: Sr.Itamar, Paulo Costa, Jackson Lago, Francisco Sousa, Isamar, Maria Isan, Rosilene, Antonio Pascásio, Gilberto Muniz, Francisco Dias, Jefferson, Raimundo Silva e outros. Depois de um tempo todos arranjaram emprego, outros voltaram a estudar e não tinham mais tempo para o teatro, então o grupo foi se desfazendo aos poucos, e ficou de forma que em cada novo projeto eu teria que procurar pessoas sem nenhuma experiência em teatro, gostei desse rodízio, ví que assim eu conseguia contagiar mais gente para o fazer teatral, e ainda hoje acontece assim, acabei ficando mais próxima do teatro pedagógico.
Para saber mais sobre o trabalho teatral que faço é só visitar o blog:

ÁLBUM DE TÉCNICAS DE PITURAS DURANTE O CURSO MAGISTÉRIO


DURANTE O MEU CURSO DO PÓS-MÉDIO (MAGISTÉRIO) FIZEMOS UM ÁLBUNS DE TÉCNICAS DE PINTURA MUITO INTERESSANTE, A PEDIDO DA PROFESSORA ELENILCE QUE DIZIA TER VINDO DE SÃO PAULO PARA DAR AULAS.
VEJAM ALGUMAS IMAGENS PRODUZIDAS POR MIM:











terça-feira, 29 de junho de 2010

PRIMEIRAS CONQUISTAS


Quando eu trabalhava em uma serraria ganhando CR$ 7,00 (sete cruzeiros) por semana, recém separada do marido e com três filhos pequenos de 2, 4 e 6 anos para criar, no ano de 1994, foi quando me inscrevi e participei do concurso estadual de educação para a cidade de Paulo Ramos e fui aprovada em primeiro lugar para o cargo de ASG (Auxiliar de Serviços Gerais), na minha cidade não havia vagas para esse cargo e nessa época eu só tinha em mãos o histórico escolar até a 7ª série, então por extrema necessidade eu me sentia na obrigação de ser aprovada para ter uma estabilidade financeira e não deixar meus filhos passarem fome.
Em 22 de fevereiro de 2004 me apresentei no Colégio Roberto Sarney e iniciei minhas funções como trabalhadora em educação e, depois de 10 meses morando na casa de Maria dos Anjos, ex-prefeita do município de Paulo Ramos, consegui minha remoção para minha cidade Bacabal, fui buscar meus filhos que haviam ficado com a minha mãe no município de Dom Pedro e fui viver muito mais em paz e retomar meus estudos, eu havia parado no segundo ano do Técnico em Enfermagem, e só depois de concluir este é que iniciei o curso do magistério / pós-médio.
Enquanto no turno noturno eu fazia o magistério no colégio Arimathéa Cysne eu também trabalhava no mesmo local no turno vespertino. Foi quando eu trabalhei nessa escola que a coordenadora pedagógica do magistério, professora Graça Chaves, descobriu meus dons artísticos e começou a me inserir nos trabalhos pedagógicos da escola, inclusive fazendo parte dos projetos extra-classe como no FESTIART da sua autoria, que era realizado durante todos os anos. Eu além de participar na confecção de materiais de decoração, ainda participava junto aos artistas da terra, como jurada dos alunos-calouros da música.
Nas duas primeiras imagens abaixo, foi quando participei do projeto pedagógico de preservação ao rio Mearim, que banha a cidade de Bacabal - MA.
 Na última imagem estou na cantina do colégio Arimathea Cysne.

AGORA PROFESSORA NOMEADA PELO MUNICÍPIO DE DOM PEDRO-MA

Quando iniciei dar aulas no ensino regular na Escola Municipal de Santa Luzia, eu não tinha habilitação para o Magistério, no decorrer do tempo em que exerci a função de professora, participei de cursos de capacitação e planejamentos.
Os planejamentos aconteciam anualmente e as vezes era necessário viajar para outra cidade, nem sempre aconteciam na minha cidade porque eram feitos por regionais.
Como eu não tinha o Magistério, no início do ano de 1983 tive por obrigação participar do curso de Capacitação para Professores Leigos (LOGOS II), era um curso igual ao atual Proformação, era feito por módulos, a gente teria que concluir todas as disciplinas distribuidas em 200 módulos, mas não foi possível eu concluir esse curso, fiz apenas 22 módulos.
Desestimulada pelas dificuldades da profissão, problemas familiares e o salário indígno, resolvi abandonar a profissão para me casar. Me casei em fevereiro do ano de 1984 e no mesmo dia do casamento mudei de cidade, numa reviravolta mudei totalmente meu estilo de vida. Chegando em Bacabal, tudo totalmente desconhecido para mim, não busquei me engajar novamente na profissão mesmo porque o récem-marido não era a favor que eu trabalhasse, passei a viver totalmente isolada de tudo, só e no novo mundo que cabia somente eu e minha nova família mas, aos sete anos de casada fui obrigada a separar do esposo e ficar com três filhos para criar, não conseguir pensão alimentícia e a vida ficou quase que insuportável de continuar, mas fui persistente e resolvir depois de cursar um Técnico em Enfermagem, entrar para o curso do PÓS-MÉDIO COM HABILITAÇÃO PARA O MAGISTÉRIO.
A IMAGEM ABAIXO É A LEMBRANÇA DO MEU CASAMENTO 
Nesta imagem são os meus amados filhos quando o pai os abandonou no ano de 1992
Jefferson, Jonathan e Jeniffer

Ainda no início da década de 80, no estado do Maranhão, nas cidades do interior eram poucos os professores habilitados para o exercício do magistério, eu por exemplo, havia feito apenas o Curso de Admissão em nível de 4ª série e iniciava o ginásio tradicional quando fui nomeada para lecionar na escola pública do interior do município de Dom Pedro. Durante a minha prática de ensino já se apresentava mudanças de abordagem, da tradicional para a construtivista , se percebia traços da pedagogia do oprimido de Paulo Freire.
Nas aulas de Arte predominava a prática do desenho copiado ou imitado pelos alunos a serem pintados a lápis de cor, inclusive, era necessário que no quite escolar constasse caderno de desenho com auternância de folhas transparentes e lápis de cor, mas nas datas comemorativas eu tinha que mobilizar os alunos para as práticas representativas, teatrinhos eram montados para o dia "D", quando todos os pais eram convocados para assistí-los ao prestarem as homenagens ensaiadas. O resultado final de todo o trabalho, ao contrário de hoje que o que mais importa é o processo da criação e montagem do espetáculo, era o mais esperado.
OBS:
Não há registros por meio de fotografias porque os meios de registros nessa categoria só quem tinha posses eram os fotógrafos profissionais, e cobravam caro por uma foto e no lugarejo todos éramos humildes de recursos financeiros.
No ano de 1978, eu tinha ainda 15 anos de idade quando comecei dar aulas, numa pequena sala de chão batido, coberta de palhas e paredes de barro, cheia de carteiras enormes, onde num só banco acomodava de 5 a 6 crianças, eu, por influência política do meu avô Militão, fui nomeada para ingressar no Projeto João-de-Barros, apropriado para crianças a partir da 1ª série. Até hoje nunca soube direito de onde vinha aquele projeto, se era federal, estadual ou municipal, não me lembro de ter recebido nem uma preparação ou capacitação, para o exercício do cargo, as regras já vinham prontas em cartilhas, tipo manual, e eu recebia apenas uma gratificação pelo serviço prestado, os livros eram coletâneas de textos e disciplinas acompanhados por exercícios, lembro que as letras eram pequenas e a metodologia para a leitura era a soletração e todos os dias os alunos teriam que "dar a lição" em voz alta, (ler o texto sem errar as palavras). Fiquei no projeto por apenas um ano, mas foi uma experência maravilhosa.
Aos meus 15 anos de idade, antes de iniciar a dar aulas pelo projeto João de Barros, fui convidada por uma tia que era professora do MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), para escrever minha primeira peça de teatro com a finalidade de incentivar os idosos lá do interior de Dom Pedro a fazerem parte do projeto, pois eles sentiam-se intimidados por se acharem fora do tempo de aprenderem a ler e escrever. Escrevi o texto, convidamos alguns a participarem, foi difícil conquistá-los mas conseguimos realizar o espetáculo. No dia da apresentação a sala não coube todos que queriam assistir, foi o maior sucesso, a partir do dia seguinte as aulas tornaram-se em pura alegria e interesse dos alunos, ninguém faltava mais às aulas, os resultados foram dos melhores.
Quando eu dava aulas de Português eu gostava muito de aproveitar os "ditos" populares falados entre as crianças para depois fazer perguntas sobre elas e esclarecer a palavra correta, a oficial mesmo. Lembro que por muitas vezes as respostas das crianças eram diferentes para as mesmas palavras.
Uma vez, estávamos vendo um assunto da disciplina Integração Social e falávamos da família, então resolvi interdisciplinarizar, pedi que escrevessem palavras com terminações que tivessem um som idêntico, ganharia ponto na prova quem conseguisse montar um ou mais versos falando da sua própria família, e esses versos que eles criassem seriam cantados na brincadeira de rodas CIRANDA CIRANDINHA na hora do recreio, no dia da próxima aula da mesma disciplina, que seria dois dias depois. As crianças adoraram a ideia e tiveram um ótimo desempenho.
Eu sempre brincava com meus alunos na hora do recreio e nas brincadeiras eu sempre inseria algo relacionado às disciplinas, era muito legal os resultados, eles tinham prazer em ir para a escola pelo jeito que eu os ensinava, me tornava um pouco dura as vezes quando era necessário, mas brincava muito com eles também, tenho saudades dos meus alunos... de tudo.

NA FOTO ABAIXO ESTOU EU COM 12 ANOS DE IDADE, MEUS PAIS E IRMÃOS

RETALHOS DO MEU EU

PRA COMEÇAR CONHEÇAM UM POUCO DE MIM
Na fotografia abaixo sou eu, na época em que fui professora leiga de 3ª e 4ª séries do primário, no povoado Santa Luzia - município de Dom Pedro - Maranhão. Nessa época, eu ensinava no turno da manhã, e a noite a partir das 17 horas corria atrás de carona na BR 135 para assistir aulas do ginásio na cidade, 9 kms distante de onde eu morava, muitas vezes , eu e os colegas chegávamos em casa as 6 da manhã do dia seguinte porque depois das 23 horas não passava mais ônibus ou qualquer outro carro que a gente pudesse pegar carona de volta pra casa, e o jeito era ficar perambulando pela rodoviária por toda noite... e as 7 da manhã eu tinha que estar prontinha na Escola Municipal de Santa Luzia para dar aulas...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

SAUDADES

Ainda lembro Daquelas inesquecíveis palavras,
Que murmuraram ao meu coração
E fizeram a impossibilidade do esquecimento...
Palavras que não se calaram...
Anos se passaram Estações presenciei,
Lágrimas derramei
Dores eu senti,
Mas daquelas palavras
Não me esqueci.
Palavras que denunciavam
Que a nossa amizade era verdadeira,
De que não seria o tempo
O destruidor desse nosso laço.
Os anos passaram
As lembranças ficaram.
Saudade das vezes que o mundo era nosso,
E que o destino estava em nossas mãos...
Saudade das risadas
Que surpreendiam a todos ao nosso redor.
Hoje apenas saudade posso ter...
Mas quem sabe no amanhã Voltamos a ser um só mundo,
Onde nada destruirá nossa verdadeira amizade
Nem mesmo a Morte...

MEMÓRIAS DO MEU AVÔ


Eu o perdir? Não, ganhei!
- Um anjo na minha vida.
-Onde ele foi? –Acho que sei!
-Junto a Deus buscar guarida.

Da amplidão me cuidará
Alma de Deus  agora é,
Os meus caminhos velará
Me dará forças e muita fé

Meu jardineiro do Senhor
Vai minha paz vigiar,
Minhas lutas, meu labor,
Minha vida vai guiar.

Para Deus vai meu louvor
Que faz o que quer de mim
Levou meu querido avô
Pra colocar em seu jardim;

Em paz com Deus agora estar
Cheio de satisfação
Suas feridas vão curar
E sarar meu coração;

Devo sentir saudades
Mas outro dia o abraçarei.
Vai com Deus! Felicidades!
Até o dia que o encontrarei.

 ..........................Dalva Santos