| DURANTE O MEU CURSO DO PÓS-MÉDIO (MAGISTÉRIO) FIZEMOS UM ÁLBUNS DE TÉCNICAS DE PINTURA MUITO INTERESSANTE, A PEDIDO DA PROFESSORA ELENILCE QUE DIZIA TER VINDO DE SÃO PAULO PARA DAR AULAS. VEJAM ALGUMAS IMAGENS PRODUZIDAS POR MIM: |
RETALHOS DO MEU EU - INCLUI FRAGMENTOS DAS MINHAS REALIZAÇÕES DURANTE O CURSO LICENCIATURA EM TEATRO NA MODALIDADE À DISTÂNCIA PELA UFMA / UAB (AINDA CONCLUINDO) COM PREVISÃO PARA TÉRMINO NO ANO DE 2012.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
ÁLBUM DE TÉCNICAS DE PITURAS DURANTE O CURSO MAGISTÉRIO
terça-feira, 29 de junho de 2010
PRIMEIRAS CONQUISTAS
Quando eu trabalhava em uma serraria ganhando CR$ 7,00 (sete cruzeiros) por semana, recém separada do marido e com três filhos pequenos de 2, 4 e 6 anos para criar, no ano de 1994, foi quando me inscrevi e participei do concurso estadual de educação para a cidade de Paulo Ramos e fui aprovada em primeiro lugar para o cargo de ASG (Auxiliar de Serviços Gerais), na minha cidade não havia vagas para esse cargo e nessa época eu só tinha em mãos o histórico escolar até a 7ª série, então por extrema necessidade eu me sentia na obrigação de ser aprovada para ter uma estabilidade financeira e não deixar meus filhos passarem fome.
Em 22 de fevereiro de 2004 me apresentei no Colégio Roberto Sarney e iniciei minhas funções como trabalhadora em educação e, depois de 10 meses morando na casa de Maria dos Anjos, ex-prefeita do município de Paulo Ramos, consegui minha remoção para minha cidade Bacabal, fui buscar meus filhos que haviam ficado com a minha mãe no município de Dom Pedro e fui viver muito mais em paz e retomar meus estudos, eu havia parado no segundo ano do Técnico em Enfermagem, e só depois de concluir este é que iniciei o curso do magistério / pós-médio.
Enquanto no turno noturno eu fazia o magistério no colégio Arimathéa Cysne eu também trabalhava no mesmo local no turno vespertino. Foi quando eu trabalhei nessa escola que a coordenadora pedagógica do magistério, professora Graça Chaves, descobriu meus dons artísticos e começou a me inserir nos trabalhos pedagógicos da escola, inclusive fazendo parte dos projetos extra-classe como no FESTIART da sua autoria, que era realizado durante todos os anos. Eu além de participar na confecção de materiais de decoração, ainda participava junto aos artistas da terra, como jurada dos alunos-calouros da música.
Nas duas primeiras imagens abaixo, foi quando participei do projeto pedagógico de preservação ao rio Mearim, que banha a cidade de Bacabal - MA.
Na última imagem estou na cantina do colégio Arimathea Cysne.
AGORA PROFESSORA NOMEADA PELO MUNICÍPIO DE DOM PEDRO-MA
Quando iniciei dar aulas no ensino regular na Escola Municipal de Santa Luzia, eu não tinha habilitação para o Magistério, no decorrer do tempo em que exerci a função de professora, participei de cursos de capacitação e planejamentos.
Os planejamentos aconteciam anualmente e as vezes era necessário viajar para outra cidade, nem sempre aconteciam na minha cidade porque eram feitos por regionais.
Como eu não tinha o Magistério, no início do ano de 1983 tive por obrigação participar do curso de Capacitação para Professores Leigos (LOGOS II), era um curso igual ao atual Proformação, era feito por módulos, a gente teria que concluir todas as disciplinas distribuidas em 200 módulos, mas não foi possível eu concluir esse curso, fiz apenas 22 módulos.
Desestimulada pelas dificuldades da profissão, problemas familiares e o salário indígno, resolvi abandonar a profissão para me casar. Me casei em fevereiro do ano de 1984 e no mesmo dia do casamento mudei de cidade, numa reviravolta mudei totalmente meu estilo de vida. Chegando em Bacabal, tudo totalmente desconhecido para mim, não busquei me engajar novamente na profissão mesmo porque o récem-marido não era a favor que eu trabalhasse, passei a viver totalmente isolada de tudo, só e no novo mundo que cabia somente eu e minha nova família mas, aos sete anos de casada fui obrigada a separar do esposo e ficar com três filhos para criar, não conseguir pensão alimentícia e a vida ficou quase que insuportável de continuar, mas fui persistente e resolvir depois de cursar um Técnico em Enfermagem, entrar para o curso do PÓS-MÉDIO COM HABILITAÇÃO PARA O MAGISTÉRIO.
A IMAGEM ABAIXO É A LEMBRANÇA DO MEU CASAMENTO
Nesta imagem são os meus amados filhos quando o pai os abandonou no ano de 1992
Jefferson, Jonathan e Jeniffer

| Ainda no início da década de 80, no estado do Maranhão, nas cidades do interior eram poucos os professores habilitados para o exercício do magistério, eu por exemplo, havia feito apenas o Curso de Admissão em nível de 4ª série e iniciava o ginásio tradicional quando fui nomeada para lecionar na escola pública do interior do município de Dom Pedro. Durante a minha prática de ensino já se apresentava mudanças de abordagem, da tradicional para a construtivista , se percebia traços da pedagogia do oprimido de Paulo Freire. Nas aulas de Arte predominava a prática do desenho copiado ou imitado pelos alunos a serem pintados a lápis de cor, inclusive, era necessário que no quite escolar constasse caderno de desenho com auternância de folhas transparentes e lápis de cor, mas nas datas comemorativas eu tinha que mobilizar os alunos para as práticas representativas, teatrinhos eram montados para o dia "D", quando todos os pais eram convocados para assistí-los ao prestarem as homenagens ensaiadas. O resultado final de todo o trabalho, ao contrário de hoje que o que mais importa é o processo da criação e montagem do espetáculo, era o mais esperado. OBS: Não há registros por meio de fotografias porque os meios de registros nessa categoria só quem tinha posses eram os fotógrafos profissionais, e cobravam caro por uma foto e no lugarejo todos éramos humildes de recursos financeiros. No ano de 1978, eu tinha ainda 15 anos de idade quando comecei dar aulas, numa pequena sala de chão batido, coberta de palhas e paredes de barro, cheia de carteiras enormes, onde num só banco acomodava de 5 a 6 crianças, eu, por influência política do meu avô Militão, fui nomeada para ingressar no Projeto João-de-Barros, apropriado para crianças a partir da 1ª série. Até hoje nunca soube direito de onde vinha aquele projeto, se era federal, estadual ou municipal, não me lembro de ter recebido nem uma preparação ou capacitação, para o exercício do cargo, as regras já vinham prontas em cartilhas, tipo manual, e eu recebia apenas uma gratificação pelo serviço prestado, os livros eram coletâneas de textos e disciplinas acompanhados por exercícios, lembro que as letras eram pequenas e a metodologia para a leitura era a soletração e todos os dias os alunos teriam que "dar a lição" em voz alta, (ler o texto sem errar as palavras). Fiquei no projeto por apenas um ano, mas foi uma experência maravilhosa. Aos meus 15 anos de idade, antes de iniciar a dar aulas pelo projeto João de Barros, fui convidada por uma tia que era professora do MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), para escrever minha primeira peça de teatro com a finalidade de incentivar os idosos lá do interior de Dom Pedro a fazerem parte do projeto, pois eles sentiam-se intimidados por se acharem fora do tempo de aprenderem a ler e escrever. Escrevi o texto, convidamos alguns a participarem, foi difícil conquistá-los mas conseguimos realizar o espetáculo. No dia da apresentação a sala não coube todos que queriam assistir, foi o maior sucesso, a partir do dia seguinte as aulas tornaram-se em pura alegria e interesse dos alunos, ninguém faltava mais às aulas, os resultados foram dos melhores. Quando eu dava aulas de Português eu gostava muito de aproveitar os "ditos" populares falados entre as crianças para depois fazer perguntas sobre elas e esclarecer a palavra correta, a oficial mesmo. Lembro que por muitas vezes as respostas das crianças eram diferentes para as mesmas palavras. Uma vez, estávamos vendo um assunto da disciplina Integração Social e falávamos da família, então resolvi interdisciplinarizar, pedi que escrevessem palavras com terminações que tivessem um som idêntico, ganharia ponto na prova quem conseguisse montar um ou mais versos falando da sua própria família, e esses versos que eles criassem seriam cantados na brincadeira de rodas CIRANDA CIRANDINHA na hora do recreio, no dia da próxima aula da mesma disciplina, que seria dois dias depois. As crianças adoraram a ideia e tiveram um ótimo desempenho. Eu sempre brincava com meus alunos na hora do recreio e nas brincadeiras eu sempre inseria algo relacionado às disciplinas, era muito legal os resultados, eles tinham prazer em ir para a escola pelo jeito que eu os ensinava, me tornava um pouco dura as vezes quando era necessário, mas brincava muito com eles também, tenho saudades dos meus alunos... de tudo. NA FOTO ABAIXO ESTOU EU COM 12 ANOS DE IDADE, MEUS PAIS E IRMÃOS |
RETALHOS DO MEU EU
PRA COMEÇAR CONHEÇAM UM POUCO DE MIM
Na fotografia abaixo sou eu, na época em que fui professora leiga de 3ª e 4ª séries do primário, no povoado Santa Luzia - município de Dom Pedro - Maranhão. Nessa época, eu ensinava no turno da manhã, e a noite a partir das 17 horas corria atrás de carona na BR 135 para assistir aulas do ginásio na cidade, 9 kms distante de onde eu morava, muitas vezes , eu e os colegas chegávamos em casa as 6 da manhã do dia seguinte porque depois das 23 horas não passava mais ônibus ou qualquer outro carro que a gente pudesse pegar carona de volta pra casa, e o jeito era ficar perambulando pela rodoviária por toda noite... e as 7 da manhã eu tinha que estar prontinha na Escola Municipal de Santa Luzia para dar aulas...
segunda-feira, 28 de junho de 2010
SAUDADES
Ainda lembro Daquelas inesquecíveis palavras,
Que murmuraram ao meu coração
E fizeram a impossibilidade do esquecimento...
Palavras que não se calaram...
Anos se passaram Estações presenciei,
Lágrimas derramei
Dores eu senti,
Mas daquelas palavras
Não me esqueci.
Palavras que denunciavam
Que a nossa amizade era verdadeira,
De que não seria o tempo
O destruidor desse nosso laço.
Os anos passaram
As lembranças ficaram.
Saudade das vezes que o mundo era nosso,
E que o destino estava em nossas mãos...
Saudade das risadas
Que surpreendiam a todos ao nosso redor.
Hoje apenas saudade posso ter...
Mas quem sabe no amanhã Voltamos a ser um só mundo,
Onde nada destruirá nossa verdadeira amizade
Nem mesmo a Morte...
Que murmuraram ao meu coração
E fizeram a impossibilidade do esquecimento...
Palavras que não se calaram...
Anos se passaram Estações presenciei,
Lágrimas derramei
Dores eu senti,
Mas daquelas palavras
Não me esqueci.
Palavras que denunciavam
Que a nossa amizade era verdadeira,
De que não seria o tempo
O destruidor desse nosso laço.
Os anos passaram
As lembranças ficaram.
Saudade das vezes que o mundo era nosso,
E que o destino estava em nossas mãos...
Saudade das risadas
Que surpreendiam a todos ao nosso redor.
Hoje apenas saudade posso ter...
Mas quem sabe no amanhã Voltamos a ser um só mundo,
Onde nada destruirá nossa verdadeira amizade
Nem mesmo a Morte...
MEMÓRIAS DO MEU AVÔ
Eu o perdir? Não, ganhei!
- Um anjo na minha vida.
-Onde ele foi? –Acho que sei!
-Junto a Deus buscar guarida.
Da amplidão me cuidará
Alma de Deus agora é,
Os meus caminhos velará
Me dará forças e muita fé
Meu jardineiro do Senhor
Vai minha paz vigiar,
Minhas lutas, meu labor,
Minha vida vai guiar.
Para Deus vai meu louvor
Que faz o que quer de mim
Levou meu querido avô
Pra colocar em seu jardim;
Em paz com Deus agora estar
Cheio de satisfação
Suas feridas vão curar
E sarar meu coração;
Devo sentir saudades
Mas outro dia o abraçarei.
Vai com Deus! Felicidades!
Até o dia que o encontrarei.
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