No início do ano de 1992, récem separa e enfrentando vários problemas, inclusive financeiros, recebi a visita da minha mãe que queria levar meu filho mais novo embora, dizendo que eu não tinha condições nenhuma de criar, então caí em desespero, peguei o menino que tinha quase três anos de idade e sentada na calçada com ele no colo, beijando-o e apertando-o nos meus braços eu chorando gritava pra todo mundo ouvir na rua, "esse menino aqui é meu filho, e ninguém mas ninguém mesmo vai tirar ele de mim, se eu morrer de fome ele vai morrer junto comigo, não vou deixar ninguém levar ele embora", nessa hora ia passando na rua Gilberto Muniz, um rapaz de pela negra de quase dois metros de altura e corpo atlético que estava na coordenação da montagem da peça Teatral da Paixão de Cristo pelo GTCCBB (Grupo Teatral Cinematográfico do Conselho Bíblico de Bacabal) hoje desativado, enquanto minha mãe ia se retirando ao som das minhas palavras ele foi se aproximando e me disse palavras de conforto, me fez tranquilizar e se retirou, no dia seguinte retornou a minha casa e me fez o convite para participar da peça como mãe de Jesus, logo dizendo que eu era perfeita para o personagem e que não aceitava um não como resposta, foi aí então que comecei a participar de teatro em Bacabal, depois que comecei encenar minha vida ficou mais equilibrada porque a partir de então meu psicológico melhorou bastante, me sentir mais segura para enfrentar os problemas e buscar novas soluções.
O grupo não tinha mais condições de continuar e foi desativado, o diretor entrou para a crença, casou-se e não quis mais levar adiante, então recebi um convite de um outro teatrólogo para fazer um personagem na peça de conscientização social que levava o tema da Campanha da Fraternidade, "Justiça sim Violência não" que enfocava a frase " gente é para brilhar e não para morrer de fome", era um trabalho engajado com a igreja católica, se não me engano , no ano de 1996. Foi essa peça que me fez ganhar o "troféu Pé de Bacaba" de melhor atriz do momento, isso elevou muito mais a minha auto-estima, me sentir fortalecida e com novas idéias para não desistir do teatro.
O grupo não tinha mais condições de continuar e foi desativado, o diretor entrou para a crença, casou-se e não quis mais levar adiante, então recebi um convite de um outro teatrólogo para fazer um personagem na peça de conscientização social que levava o tema da Campanha da Fraternidade, "Justiça sim Violência não" que enfocava a frase " gente é para brilhar e não para morrer de fome", era um trabalho engajado com a igreja católica, se não me engano , no ano de 1996. Foi essa peça que me fez ganhar o "troféu Pé de Bacaba" de melhor atriz do momento, isso elevou muito mais a minha auto-estima, me sentir fortalecida e com novas idéias para não desistir do teatro.
| Certa de que o teatro é extremamente benéfico para o ser humano, melhorando o estado emocional e social das pessoas, resolvi convidar alguns dos colegas contracenantes no outro grupo e mais pessoas, jovens e adultos, para formarmos um grupo de teatro, e em dezembro do ano de 1996 formamos um grupo de voluntários para fazer teatro na rua e em palco e esse grupo recebeu o nome de GITAR ( Grupo Instrutivo Teatral Artístico) e depois da ideia do projeto GIR'ART em 2006, mudamos a palavra Instrutivo para Interativo. Os meus primeiros parceiros foram: Sr.Itamar, Paulo Costa, Jackson Lago, Francisco Sousa, Isamar, Maria Isan, Rosilene, Antonio Pascásio, Gilberto Muniz, Francisco Dias, Jefferson, Raimundo Silva e outros. Depois de um tempo todos arranjaram emprego, outros voltaram a estudar e não tinham mais tempo para o teatro, então o grupo foi se desfazendo aos poucos, e ficou de forma que em cada novo projeto eu teria que procurar pessoas sem nenhuma experiência em teatro, gostei desse rodízio, ví que assim eu conseguia contagiar mais gente para o fazer teatral, e ainda hoje acontece assim, acabei ficando mais próxima do teatro pedagógico. Para saber mais sobre o trabalho teatral que faço é só visitar o blog: |
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